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a lua está linda hoje

a lua está linda hoje

27
Nov25

Super namorado

Já não me lembro muito bem quando foi a última vez que escrevi para o Amor. O Amor que é o meu; que usa meias a condizer com a roupa quase sempre "sem querer", que adora chá e que tem o melhor xi-coração do mundo. O Amor que é o meu sentimento preferido e a minha pessoa preferida também, ironicamente, logicamente, inevitavelmente. Mas hoje apetece-me escrever, só porque sim. Não trago palavras pensadas e declarações inéditas, talvez somente mais do mesmo para os comuns mortais e aquilo que o Amor já sabe de cor e salteado: que o amo como se ama o mar e o pôr-do-sol, e que quando não estou a azucrinar-lhe a cabeça fico um bocadinho perdida.

24
Nov25

Se a vida adulta é um osso eu sou um cão desdentado

Todos os anos é a mesma coisa. Chega esta semana e o nível de stress no trabalho aumenta brutalmente. Não é divertido. A Black Friday e o Natal já não são divertidos. É uma janela temporal que parece não ter fim, onde me sinto sempre cansada e enervada, e onde cogito várias vezes ao dia trocar a água da garrafa térmica por vodca pura.

Todos os anos é a mesma coisa. Converso comigo mesma que é o meu último Natal nesta empresa e que em janeiro tiro dias para mim, mas isso nunca acontece. As segundas são especialmente difíceis, sobretudo depois de fins-de-semana tão docinhos como o que passou.

07
Nov25

Coisas que (para mim) importam

Guardamos em demasia. Engolimos silêncios e gritos, pedidos de socorro e pedidos de desculpa. Deixamos por fazer, e talvez pior: deixamos por dizer. Fica cá dentro, arrumado em gavetas que fechamos à pressa numa urgência desenfreada de deixar para lá. E deixamos para lá em demasia também. Não partilhamos, não arranjamos as estradas que nos unem. Vivemos de fingimentos; fingimos que sim, fingimos que não. Ignoramos sinais e adormecemos sentimentos. Recusamo-nos a ceder quase sempre; somos orgulhosos mesmo que isso nos faça perder coisas, pessoas e momentos  incríveis. Adoptamos o "é o que é" e usamo-lo para tudo, como se fosse uma verdade máxima, um mandamento. Não temos cuidado antes de atravessar a estrada porque (achamos que) sabemos que chegamos ao outro lado. Não nos demoramos nos adeus que dizemos porque (achamos que) sabemos que voltamos. Não damos o benefício da dúvida. Não vemos, só olhamos. Tudo é automático e se não é, não queremos. Não pesquisamos, não estudamos – as máquinas estão acima dos livros, das pessoas. Chove e é uma treta que chova.  Está sempre demasiado frio ou demasiado calor, e a vida de alguém é sempre mais interessante do que a nossa. E ai que merda, daqui a nada é segunda-feira (outra vez).

10
Out25

Dezassete

Não dizemos o que realmente queremos dizer, não é? E tudo o que conseguimos dizer parece tão pouco, não importa quantas vezes ensaiamos as frases. Hoje sinto-me assim. Aliás, nos últimos dias tenho me sentido assim. Quero dizer tanto, tanto, tanto... que não sei por onde começar ou que verbos usar. Falar do coração é difícil até para quem brinca com as palavras. Talvez porque o que é de verdade seja sempre tão puro que qualquer vírgula a mais, ou a menos, destoa. Limito-me então a dizer que tenho saudades incontornáveis e irreparáveis. Minha doce Daisy!  

01
Out25

Anotações | Setembro

• A minha mãe fez sessenta anos.

• Participámos na festa surpresa de aniversário do Hugo.

• Começámos a ver os filmes da saga The Conjuring por ordem cronológica.

• Acabei a minha série preferida: The Big Bang Theory. Vi todos os episódios de todas as temporadas do início ao fim.

• Fomos de férias e foi fantástico!

Évora é uma cidade-sonho. Nunca esteve nos meus planos explorá-la, mas saímos cedo de Lisboa com esse destino em mente (e no GPS), e que rica decisão!

Claramente não nos esforçamos muito no que toca a refeições uma vez que à semelhança do que aconteceu em Fátima comemos uma bifana num café. Já sugeri fazermos disto uma cena oficial, tipo estudo de mercado: andar por Portugal a experimentar bifanas a fim de encontrar a tal. Até agora Évora ganha a Fátima, mas não ganha aos "meus" arraiais de verão. 

Após o almoço fomos para o sítio que tínhamos escolhido para realmente desfrutar das férias, ainda a muitos quilómetros de Évora. Estivemos hospedados no cu de judas, salvo seja; num monte alentejano longe de tudo e de todos. Inicialmente marcámos duas noites, mas gostámos tanto que acabámos por ficar três.

Posso afirmar que o Alentejo é tudo aquilo que sempre achei que seria, mas com açúcar em pó por cima. A típica paisagem é ainda mais bonita ao vivo. Vimos centenas de vacas, muitas cabras, ovelhas, cavalos e até uma águia. Convivemos com dois doguinhos muito queridos e simpáticos e com uns quantos gatos sacanas que nos subiam para o colo a pedir comida. E o céu?! Não poderia não mencionar o céu. Nunca tinha visto tantas estrelas e com tanto detalhe; uma tela azulada que guardarei para sempre na memória!

Podíamos ter ido passear para conhecer os arredores, mas guardámos isso para o dia da viagem de regresso. Nos dias em que lá estivemos optamos por só a existir à beira – e dentro – da piscina, jogar snooker, observar as estrelas e ver os animais. Já agora deixo aqui registado que descobri que adoro (jogar) snooker!

Durante a nossa estadia só saímos duas vezes para ir ao supermercado mais próximo, que ficava a vinte quilómetros de distância. Muito por causa disso estivemos três dias a comer folhados do Lidl – uma aventura gastronómica.

Adorei o lugar. Vivemos dias de paz e tranquilidade que não se explica. Precisávamos mesmo de parar, de descansar, de lidar o mínimo possível com pessoas e esse grande objectivo foi alcançado com sucesso. Eu estava cheia de saudades de Casa e, em especial, de ver o mar. Mas ao mesmo tempo não queria voltar. Foi muito difícil o regresso.

Assim que chegámos a primeira coisa que fizemos foi parar para comer. Seria expectável termos por fim uma refeição a sério, porém eu tenho uma voz (alta) nesta relação e isso traduziu-se numa ida ao Burger King. Depois fomos matar saudades do mar, que estava mais bonito do que nunca.

 

Algumas fotos:

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Sheldon Cooper estrategicamente posicionado ao lado de uma personagem de relevo. ;-)

 

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Luzinhas em Cascais.

 

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Avancei um nadinha na leitura durante as férias. Leio porque gosto, não para cumprir prazos. Como tal estou a ler este livro no meu tempo, sem pressa de o acabar (e a adorar a história e o estilo). 

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"Isso, miúda. Apanha o meu melhor lado! Espero que tenhas muitos seguidores nas redes para fazeres de mim uma estrela."

 

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Capela dos Ossos, um sítio que eu já queria visitar há algum tempo.

 

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Vaquinhas. Muitas vaquinhas. E festivaleiras, que aumentámos o som e elas adoraram!

 

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Um dos nossos pequenos-almoços.

 

(Ainda) sobre filmes e séries:

• vimos Arthur the King e eu chorei até mais não;

• não estava muito convencida com a segunda temporada de The Leftovers, mas isso mudou radicalmente algures pelo meio e acabei a adorar o final.

19
Set25

I was never truly yours

Tu ainda me procuras, mas já não estou... mas já não espero (por ti).


Já não espero por ti encostada à ombreira da porta; braços cruzados, olhos ansiosos e sorriso maroto.

Já não me penduro no teu abraço nem penduro o teu casaco no cabide para te deixar mais confortável.

Já não te sirvo uma caneca de chá enquanto me contas quão chato foi o teu dia no trabalho. Já não te levo para o quarto para te fazer esquecer esse dia chato.

Já não te mostro o candeeiro em forma de lua, as molduras douradas das fotografias, a secretária de onde te escrevia e que ainda guarda alguns segredos.

Já não nos vemos no espelho do guarda-roupa branco, já não pisas o tapete felpudo com as tuas botas másculas, já não te ris das minhas coisas de menina.

Já não me tocas. Já não me despes. Já não me tens na minha cama de solteira, outrora perfeitamente arranjada e decorada em tons de rosa.

Já não há fogo nos teus olhos e o meu corpo já não queima.

Já não foges. Já não passas a noite comigo. Já não acordas ao meu lado.

Já não partilhamos o sentimento forte, o desejo intenso ou a necessidade incompreensível. Talvez apenas frustração... talvez apenas... Pena.


Disseste-me que nunca poderias ser meu. Eu também nunca cheguei a ser verdadeiramente tua.

02
Set25

Porque estamos sempre cá umas para as outras

Podem não ser minimamente limpas, mas as casas de banho das meninas são sempre um espaço motivacional e de reflexão. Como tal, do vasto leque de maravilhas de fazer chichi sentada, destaco poder contemplar (pura!) arte durante alguns segundos:

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Pumbas, dois conselhos de uma só vez. Nem parece que nos matamos cá fora. 

31
Ago25

Anotações | Agosto

Agosto foi um mês pacato, como sempre o considerei. Entrou em cena tímido, com um jantar na pizzaria e algumas idas à praia. Foi mais para o final que saiu da casca; uma semana de férias que soube a paraíso.

O primeiro dia de férias foi corrido: a manhã foi na praia, a tarde no shopping e a noite numa hamburgueria a festejar um aniversário. Já o segundo foi mais calmo: uma caminhada ligeira seguida de algumas horitas no conforto de casa a jogar com a Margarida e o JP.

Fomos a Fátima. Nunca tinha ido e foi muito especial. Adorei. É um lugar de paz, muito tranquilo mesmo que esteja cheio de gente. Por isto e por outras coisas mais é por certo uma viagem a refazer, talvez daqui a uns anos.

Terça 26 foi um dia difícil a nível emocional. Cheguei a escrever sobre isso. Ainda assim ao final da tarde saímos para espairecer e acabámos a namorar o céu noturno e o som do mar.

Fomos ao Jardim Zoológico. Já não lá ia há algum tempo e foi muito agradável. As apresentações estão mais curtas desde a minha última visita e tendo isso em conta acho o preço do bilhete estupidamente elevado. De qualquer forma foi um dia muito feliz que adorei viver. Para fechá-lo jantámos num restaurante chinês e eu experimentei um prato novo que se tornou dos meus preferidos — gosto muito de experimentar coisas novas, sobretudo se estivermos a falar de comida.

Estivemos na praia e fizemos um piquenique e uma sessão de jogos com amigos.

Numa manhã calma rumámos ao Cabo da Roca e de seguida parámos para almoçar num sítio que aprecio com uma vista de tirar o fôlego. Comprámos mais duas plantas; neste momento temos dezanove.

Fomos às Festas do Mar ver Pedro Abrunhosa. Não digo que seja um artista que me faz sair de casa, mas desta vez ainda bem que fez, porque o espectáculo foi incrível. Também vimos Vizinhos e foi tão giro! A Margarida e o JP encontraram-nos na multidão por isso assistimos ao espectáculo juntos.  

Regressei ao trabalho vazia de vontade, mas cheia de coragem.

Por fim, tenho cada vez mais vontade de avançar com a minha história, mas o computador faleceu e eu tenho escrito tudo pelo telemóvel ou pelo tablet. Que ninguém ouse dizer-me que é igual porque não é; pouco se assemelha ao prazer de tocar nas teclas ou de clicar com euforia no enter. Por isso tenciono arranjar um computador em breve, embora considere este desejo mais um capricho do que necessidade.

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